segunda-feira, 27 de junho de 2011


Lapinha da Serra

Observando a cachoeira de Lapinha...
Da forma mais singela aquela imagem me prendia...
Enquanto minha mente entrava em profundo transe com o som intenso das água em comum acordo com os pássaros...
Nem a multidão presente, nem as preocupações mundanas me afetavam naquele momento...
Nada era mais relevante que todos aqueles sentidos proporcionados em um só local...
Sentia o vento...
A vida completamente sem firmamento...
Sem imposições...
Senti meu coração bater no ritmo da vida...
Trilhei como se os caminhos fossem a chegada!
Como se não houvesse o tempo...
Como se não houvessem os pés...
Uma leveza única...
Fui ao local onde as almas não são pequenas...
Onde os abraços não tem fim...
Uma estrada sem limitações...
Onde esqueço o mundo concreto...
E minha imaginação ultrapassa qualquer teto...
Sem limites de alçar vôo à felicidade...
Meu espírito descansou em plena paz...
Até que o sol partiu...
Levando com ele minha liberdade...
E alguém resolveu olhar no relógio e ver que era hora de voltar para a casa.
Agora resta-me acordar para o real... e lembrar de Lapinha com a mesma beleza e dos nativos com aquele olha puro e simples passando sempre dando Bom dia, Boa tarde e Boa noite, o que hoje já se perdeu nas cidades...
Nostalgia de horas atrás!



Anemona Lunar

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